BLOG BOCA NO TROMBONE – Prosa Política e Polêmica!

Opinião Política Independente

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Infâmia Suprema

maio 5th, 2012 · No Comments · Política

Ao julgar, na semana passada, uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), proposta pelo Partido Democratas em 2009, que objetivava tornar inconstitucional a política de cotas étnico-raciais adotada pela Universidade de Brasilia (Unb), o Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, constitucionalizar a discriminação racial.

É bom que se entenda que a Arguição não visava findar com as ações afirmativas em Universidades como um todo, mas tornar inconstitucional o modelo de ação afirmativa tal qual adotado pela Unb. Nesse sentido, a decisão dos ministros do supremo, de não acatar o que foi proposto pelo DEM, é escandalosa. Explico o motivo.

As ações afirmativas surgiram em um contexto de segregação histórica – e visavam incluir pessoas que durante séculos vinham tendo seu acesso à cidadania dificultado. Na Unb, 20% das vagas são reservadas para negros. O problema é que, para ser incluído no contexto de cotas na Unb, é necessário apenas que a pessoa seja negra. Ela não precisa comprovar, por exemplo, que possui paupérrima condição socioeconômica, ou que durante todo seu percurso educacional se manteve em instituições públicas de ensino.

Nesse sentido, a Unb coloca negros ricos, que sempre tiveram acesso aos melhores colégios do país, competindo com negros pobres, que por não possuírem vistosa condição econômica foram legados ao pior sistema público de ensino do mundo – entre os países emergentes. Alguém tem dúvida sobre quem prevalecerá? Alguém – que goze de plenas condições mentais – acredita, mesmo, que um negro rico, no contexto de uma sociedade extremamente miscigenada como a brasileira, pode ser considerado um ser excluído?

AGRAVANTE: a Unb orienta sua seleção a partir da escolha de um grupo de seres “iluminados” que, após a aprovação dos alunos cotistas no vestibular, tem o poder de apontar seu dedo “santificado” e dizer: “você é negro. Você não é negro”. Esse tribunal racial autoritário já cometeu um erro esdrúxulo em 2007, quando observou a aparência de dois irmãos gêmeos – univitelinos – e constatou que: um era negro, o outro era branco.

FRISO: não se trata aqui, em absoluto, de criticar medidas de ação afirmativa, pois elas são muito bem-vindas em um País visivelmente desigual, como o nosso; o fato é que, é um erro grosseiro não utilizá-las como método de inclusão para toda a população pobre – independente do tom da pele. É inadmissível que se suprimam os direitos dos pobres brancos para, supostamente, reparar injustiças de que outrem fora vítima. Digo supostamente porque, sob a letra da lei, após a abolição da escravatura e a partir da Proclamação da República em 1889, a população negra JAMAIS fora considerada desigual, ou discriminada; muito pelo contrário, existe defesa enfática de seus direitos na Constituição Federal.

E, ao contrário dos negros, a população pobre – independente da cor, tivera seu acesso à cidadania usurpado por um longo período mesmo após a promulgação da Constituição dos Estados Unidos do Brasil, em 1891. Na referida Carta, todos os analfabetos eram impedidos de votar; à época, 75% da população brasileira era analfabeta, logo, todo esse contingente estava marginalizado e excluído do processo de definição dos rumos de seu País.

É impossível negar que a discriminação racial atualmente, por tudo mencionado, não seja a remanescência de uma manifestação cultural. Inaceitável, é claro, mas é! E, definitivamente, não será usurpando os direitos de alguns que se conseguirá aniquilar essa lamentável manifestação discriminatória que persiste na população brasileira. Muito pelo contrário, por se tratar de uma medida de viés segregacionista, no médio prazo essa política corre o risco de criar uma situação de ódio de proporção desconhecida – e por isso mesmo perigosa – confirmando que o correto caminho a ser seguido para afugentar o preconceito, é incluir todos os pobres de maneira isonômica.

Se as cotas da Unb visam unicamente aparar os efeitos da discriminação, em seu caso a racial; não existe mínima motivação para que os homossexuais, as mulheres, os deficientes, os índios, os seguidores de minorias religiosas, entre outros, que historicamente também foram – e são – discriminados, não tenham garantidos sua porcentagem na política de cotas. Nesse cenário, chegaríamos a um tempo onde o vestibular seria apenas uma peça de ficção, já que, quem garantiria a entrada dos alunos nas universidades seriam os dados do IBGE!

O que se assistiu na semana passada foi o estupro do Artigo 5º da Constituição Federal, aquele que assegura que todos os homens são iguais perante a lei. O que se viu não foi expressão da busca pela igualdade. Foi o arbítrio manifestando em sua face mais vil.

Encaminho-me para o final do artigo com a fala de um ministro, durante o julgamento, que usou de sua Suprema Soberba para acentuar “o caráter marginal daqueles que se opõem à essas políticas…”.

Primeiro, o dono da fala, Joaquim Barbosa, se fosse honesto consigo mesmo teria se considerado impedido para o julgamento em questão. Segundo, como pode um ministro dito supremo – e tido como tal – considerar que todos os que possuem opinião contrária à sua devem ser considerados seres à margem da ordem vigente? É essa sua concepção de democracia?

Para Joaquim Barbosa existem dois mundos: o seu – que representa o Bem, é claro; e o dos divergentes – que manifestam o Mal e defendem unicamente seus interesses mesquinhos. A visão de mundo deste senhor é surrealista. Inaceitável.

O que se observa é a chegada à um tempo em que as minorias são consideradas entidades acima do bem e do mal. O simples fato de discordar de certas medidas, propondo encaminhamento mais abrangente para determinadas questões, deve ser feito com extremo cuidado – pois fazer o contrário disso pode “elevar” uns à condição de preconceituoso e reacionário.

É evidente que se aproveitarão da política de ação afirmativa adotada pela Unb os negros mais abastados da sociedade (salvo raríssimas – e bem-vindas – exceções), e que não precisam de políticas de inclusão – a menos que alguém considere que ricos precisem ser incluídos. Por esse motivo, a política é demagógica, populista e sem qualquer finalidade social.

Negros pobres e brancos pobres, uni-vos! Seus direitos estão sendo vergonhosamente violentados.

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Cachoreira de Lama

março 26th, 2012 · No Comments · Política

Aproveitando-se de sua longa carreira e elogiada postura no comando do Ministério Público Federal em Goiás, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) sempre fez da defesa dos preceitos éticos sua bandeira inseparável. Através desse elo “intrínseco”, vinha usando da tribuna que dispõe para vociferar, por exemplo, contra os desvios de caráter de ministros do governo federal que, frequentemente, tem seus rostos expostos em manchetes espúrias.

Eis que, por ironia do destino – ou não – o mesmo homem que se apresentava à população como paladino da moralidade, e por esse motivo vinha sendo cortejado por grande parte da imprensa, é flagrado em tratativas pedindo favores e fornecendo informações a um mafioso, Carlos Augusto Ramos – conhecido como Carlos Cachoeira, que se encontra encarcerado em presídio de segurança máxima, acusado de chefiar a exploração ilegal de jogos em Goiás.

Logo que a imprensa passou a veicular notícias do envolvimento do senador do Democratas com o crime organizado, a quase totalidade dos senadores da república permaneceram ao seu lado, legando-lhe o apoio que as ações da excelência em questão, que sempre se mostrou inflexível com todo tipo de ilegalidade, parecia merecer. Da esquerda à direita, Demóstenes foi agraciado com um verdadeiro estoque de lisonjas por nada menos que 44 senadores quando subiu à tribuna do Senado para, usando de uma série de argumentos esvaídos, defender-se das acusações às quais está sendo imposto.

Admitindo ser amigo de Cachoeira, mas refutando qualquer ligação com o bando do mesmo, Demóstenes, em sua frase mais estapafúrdia, disse que “pensou que ele tivesse abandonado a contravenção e estivesse se dedicando apenas a negócios legais”.

Questiona-se: É possível que um ex-Procurador do Ministério Público, que durante quase duas décadas combateu com sagacidade a esperteza do crime organizado, acredite ingenuamente que o operador mais notório dessa ramificação criminosa tenha se redimido? A mim suas palavras soam mais pertinentes à encenação de um enredo tragicômico!

O que não sabiam os companheiros do senador, é que o pior ainda não havia sido alardeado. Durante a última semana, chegou à Boca do Trombone revelações ainda mais comprometedoras sobre a relação Demóstenes-Cachoeira, aferindo que o primeiro tinha direito a 30% da arrecadação geral advinda da jogatina do segundo. As revelações, feitas pela PF, foram possíveis graças à falta de sorte da dupla, que acreditando na impermeabilidade de sua safadeza, dialogava tranquilamente com telefones comprados e habilitados em Miami, cuja garantia de estarem protegidos contra grampos motivou a compra.

O mais curioso disso tudo é que o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, recebeu desde 2009 da Polícia Federal todo o relatório das gravações que apenas agora está sendo trazido ao conhecimento público. Como Demóstenes é detentor de foro privilegiado, caberia a Gurgel dar seguimento ao caso, encaminhando-o ao STF, no entanto, ele nada fez.

O senador, que decorosamente aperfeiçoava – ou fingia aperfeiçoar – a atuação do legislativo brasileiro, fez valer do ensejo indecoroso para, às escuras, violentar a ética, da qual sempre foi ferrenho guardião. O homem que não pensava duas vezes antes de apontar seu dedo acusador para a maracutaia alheia, que ironia!, busca agora, desesperadamente, argumentos para explicar as próprias!

Por todas essas contradições claudicantes, o senador Demóstenes, hoje, mostra-se como apenas mais um nesse ninho já tão conhecido por toda a população brasileira. Abrilhantando a ala dos políticos parlapatões – aqueles que discursam belas palavras cujos significados não têm vaga ideia do que seja, ou têm ideia muito clara do que seja, mas não tem capacidade moral de pô-la em prática – contribui para manter vivos os que dizem o que não fazem e fazem o que não dizem.

Nesse caso, ruma para o cadafalso um político com aspirações presidenciais, de acordo com seu próprio partido. O ex-darling de todos aqueles que vislumbram uma política decente – independente da ideologia, está prestes a morrer pela boca; o que, cedo ou tarde, o povo anseia por ver acontecer com todos os tubarões gananciosos. Há políticos aos montes fazendo fila para serem lambuzados com essa Cachoeira de Lama que por hora viceja o noticiário, o senador de Goiás, definitivamente, pela postura firme e confiável com a qual por muito tempo conseguiu iludir, não se apresentava como um deles. E é justamente nessa peculiaridade que o perigo se abriga!

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Caudilhismo Teflon!

março 9th, 2012 · No Comments · Política

Em Abril de 2007, o então presidente Lula, que acabara de ser reeleito, veio a público acompanhado de seu costumaz populismo, para lançar o programa ProInfância, com o objetivo de construir 2.350 creches em todo o país até o fim de seu mandato.

Aproveitando que 2010 seria ano de eleição, ao forjar Dilma Rousseff como candidata à Presidência da República, Lula tratou de incluir no programa de promessas da atual presidente a construção de mais 6.427 creches, mesmo sabendo que a imensa maioria das unidades prometidas anteriormente sequer havia saído do papel.

A gestão do programa, que durante o governo anterior já era muito ruim, sob Dilma vem se mostrando um desastre inconcebível. A presidente, que chegou onde está galgando na popularidade de seu antecessor e, sobretudo, na imagem que vendeu de si própria para a população – uma grande gestora – terminou o primeiro ano de seu “reinado” sem conseguir colocar uma única creche de pé!

Como se isso não bastasse, descobriu-se agora o abominável: o MEC da Dilma, além de não construir o prometido, vem divulgando relatórios mentirosos sobre o andamento do programa. Das 633 creches que o órgão federal garante estarem prontas apenas 221 de fato estão. A discrepância entre propaganda oficial e realidade dá-se graças ao malabarismo oportunista aderido pelo MEC, onde se admite a inclusão de obras com mais de 80% de seu cronograma concluído no ‘hall’ das que já estão prontas.

Fechemos a questão baseados puramente em dados matemáticos. Lula prometera a construção de 2.350 creches; seguindo seus passos, a aprendiz de política, Dilma Rousseff, aderiu à facilidade da retórica e prometeu mais 6.427 creches. Para provar que não está brincando com a inteligência do povo, a dupla deve para a população brasileira a construção de 8.777 unidades, das quais apenas 221 ficaram prontas até o mês de janeiro de 2012.

Em 57 meses desde o início do Programa Proinfância, as 221 unidades construídas representam a ínfima média de 3.87 creches edificadas por mês. Para cumprir o prometido, o petismo terá que construir, a partir de agora – e até o fim do mandato de Dilma Rousseff – uma média de 259 creches por mês. Para atingir esse glorioso feito, será necessário que o governo federal mostre uma evolução de – Pasmem – 7.425% em sua capacidade de gestão. Algo que, por improvável, dificilmente se concretizará.

Analisando a situação por um ponto de vista distinto – o da inanição – se o Programa continuar sendo gerido da maneira que está, as creches prometidas por Lula e por Dilma só ficarão prontas em 184 anos!

REPITO: se o programa Proinfância continuar sendo gerido por incompetentes, que constroem apenas 3.87 creches por mês, as 8.777 unidades deixarão de serem edificações de papel machê em longevos 184 anos!

A educação infantil vem sendo historicamente negligenciada no Brasil. No governo do PT essa história poderia ter sido mudada, haja vista que o partido chegou ao poder com a economia consideravelmente estabilizada. No entanto, o que se nota é que o governo atual pouco se importa – ou não se importa em absoluto – com o tratamento legado à sua futura geração. Pergunto: Era possível imaginar que a educação fosse capitaneada de maneira diferente por um partido que chegou ao poder graças aos votos de uma imensa massa ignorante? Respondo: Não.

O populismo, no Brasil, faz renascer a atmosfera caudilhista, tomando o devido cuidado, é claro, para mascarar seu viés autoritário. Alheia a tudo isso, tão impermeável quanto uma tira de Teflon, a popularidade de Rousseff se mostra intocável, mesmo esta tendo dado demonstrações incontornáveis de sua inabilidade em matéria de gestão.

Na medida em que a situação avança, fica mais fácil entender porque todas essas creches – que representam pouco quando postas lado a lado com diversas outras promessas não cumpridas – não saíram do papel. Os súditos sofistas parecem enrolar a presidente, que em seu tempo como Ministra também foi notória sofista – e enrolou. Afinal, poucos, como Dilma, se mostram tão competentes na arte de convencer seu próximo de que é competente, mesmo não sendo. 72% da população brasileira tem essa impressão dela, de acordo com o Datafolha, mesmo que suas obras sejam feitas apenas de saliva.

É chegada a hora de Rousseff abandonar a ignorância propositiva, apresentada por esse presidencialismo semianalfabeto, e deixar claro que, além de ser agradecida pela confiança que o povo nela depositou, está apta para exercer a função para a qual fora escolhida. Portando, Dilma, mostre a que veio: Sente na poltrona e presida!

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Privataria Petista!

fevereiro 15th, 2012 · No Comments · Política

Como que comprovando sua incapacidade de gerir o Sistema Aeroviário do país, o governo petista, finalmente, aderiu ao irresistível charme do liberalismo privatizante. É uma pena que esse atestado de incompetência chegou com 9 anos de atraso, mas não poderia deixar de ser diferente; afinal, o PT angariou grande parte de seu eleitorado demonizando as privatizações de seu principal adversário, o PSDB, que, no linguajar esquerdopata, seguia a passos largos para “vender o país”.

Ao privatizar, o PT rompe com seu passado. Aliás, o caráter “estatal” apresentado pelo governo disso que chamam de “Esquerda”, no Brasil, era um dos últimos resquícios que o PT tinha, em concomitância com o populismo, que o diferia daquilo que o próprio partido classifica como a Direita Conservadora.

Sabendo dos riscos de a adesão aos ‘Ventos Privados’ trincar parte de seu eleitorado, o espécime oportunista do governo federal colocou seu time em campo para tentar fazer-se acreditar que, ao contrário de antigamente, “nós não estamos privatizando, estamos fazendo concessões”. Debate Inútil, já que o que caracteriza uma concessão é o controle, logo, se o controle foi adquirido pela iniciativa privada, privatizou-se.

A Privatização do PT, que com muita propriedade chamo de Privataria, foi capitaneada com os mesmos erros históricos das privatizações do PSDB. Nem nisso o PT foi capaz de se diferenciar. Os grandes avalistas da privatização continuam sendo o bolso do contribuinte, via BNDES, e os fundos de pensão estatais. É o tipo de negociata que só acontece em países emergentes; onde mais permitir-se-ia privatizar um bem público com o dinheiro do povo? Aliás, deixando de lado as entrelinhas contraditórias, seria inteligível o uso de dinheiro público para estatizar e não para privatizar, correto?

Como, no governo federal, tudo aquilo que é ruim corre sempre o risco de ficar ainda pior, Dilma deu sua contribuição para estrangular a real chance de sucesso que privatizar os aeroportos apresenta. Diz-se isso, pois a Doutora decidiu que o governo deveria ter participação robusta na administração dos consórcios. Com o martelo batido, nada menos que 49% da responsabilidade dos investimentos continuará a cargo da estatal Infraero.

Em um momento cujo qual o governo federal anuncia corte de gastos em áreas como Saúde e Educação, é ignomínia permanecer como investidor responsável por 49% dos investimentos em aeroportos que foram privatizados. É um ato de deboche, sobretudo, com as camadas mais pobres da população, aquelas que dependem dos serviços básicos de saúde e educação públicos e que jamais colocaram seus pés em qualquer aeroporto.

A Privataria Petista chega em “boa hora”. Com ela vislumbra-se uma luz no fim do túnel dos gargalos que permeiam o sistema aéreo de Norte a Sul do país. Sem ela isso seria impossível. Junto com a Privataria chega a constatação do óbvio: o que o PT apresentou em todas as suas campanhas eleitorais à Presidência da República não passou de Estelionato Eleitoral.

Espera-se que o povo dê, nas urnas, a resposta à essa estrovenga; no entanto, em um país que precisa aprovar um estratagema como a Lei da Ficha Limpa para que seus eleitores não leguem seus votos à choldra, a resposta à Fraude Intelectual petista parece pouco provável. Ver-se-á!

O petismo de Lula, que até o ano passado descia o sarrafo nas privatizações, parece vivenciar um conflito semiológico com seu próprio espelho. Mas o Brasil, que do mesmo modo vivencia, não um conflito, mas uma crise de identidade político-eleitoral, parece não possuir ninguém capaz de atirar a primeira pedra, infelizmente.

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¿Por qué no te callas?

fevereiro 1st, 2012 · No Comments · Política

Ao apregoar, no início de seus trabalhos, que seu governo apoiaria intransigentemente toda situação que, aqui ou alhures, visasse exaltar a preservação dos direitos humanos, a presidente Dilma tentara demonstrar que, ao contrário de seu antecessor, não seria complacente com governos que não respeitassem as liberdades individuais.

Para mostrar que não se tratava apenas de um discurso cativante, Rousseff precisava agir. Escolheu então sua vítima: o Irã. Afastando-se, ao menos diante dos holofotes, da teocracia iraniana, a imagem de uma presidente “democrata” começou a ser construída perante a opinião pública.

Em entrevista à imprensa norte-americana, em meados do ano, ouviu-se de Dilma: “Por ter experimentado a condição de presa política, tenho um compromisso histórico com todos aqueles que foram ou são prisioneiros somente por expressarem suas visões, suas opiniões”.

Esqueçam tudo o que Dilma disse – mais uma vez. Joguem na lata do lixo todos os recortes de jornais que exaltaram suas belas frases de efeito, pois eles não possuem qualquer valor; já que foram confrontados pela própria oradora que, em viagem de Estado a Cuba durante essa semana, proferiu um amontoado de bobagens que contraditam exatamente tudo o que lhe servia como base de apoio.

Quando indagada, durante entrevista com os repórteres brasileiros que ‘acompanhavam’ a comitiva presidencial, sobre o cerceamento dos direitos humanos na Ilha dos Irmãos Castro, Dilma preferiu usar a tangente: “Nós vamos falar de direitos humanos em todo o mundo? Vamos ter de falar de direitos humanos no Brasil, nos EUA, a respeito de uma base aqui que se chama Guantánamo”.

A desastrada Diplomacia orquestrada por Dilma Rousseff é vergonhosa. A petista estava em um país que assassinou 17 mil pessoas, desde o início da Ditadura Comunista; a petista estava em um país, cujos líderes são responsáveis pelo afogamento de 83 mil pessoas, que morreram tentando fugir dos tiranos de esquerda. Em suma, Dilma Rousseff estava no quintal de um notório colecionador de cadáveres e, ao invés de usar seu poder de influência, já que financia obras naquele país com o dinheiro do povo que a elegeu, tergiversou.

A viagem a Cuba, aliás, por desprovida de razões lógicas, sequer deveria ter existido. O ato mais “importante”, segundo consta do roteiro oficial, foi visitar as obras de modernização do Porto Mariel, em Havana, orçadas em quase 700 milhões de dólares, e com juros subsidiados pelo bolso do pobre cidadão brasileiro, via BNDES.

A retórica ideológica da fala de Dilma foi um espetáculo deprimente, deveria envergonhá-la. Porém, dá-se o oposto. Rousseff deve estar orgulhosa por visitar o único esqueleto comunista que ainda persistente na América Latina, haja vista que em seu passado capitaneava grupelhos terroristas que tinham o intuito de implantar no Brasil uma tirania idêntica à cubana.

Somando-se isso tudo à recusa do Itamaraty em receber os dissidentes políticos de Cuba, conclui-se que essa viagem forjada a esmo, foi apenas um capricho da Militante Dilma.

Cuba, como é sabido, é a manifestação onisciente de todas as idealizações utópicas dessa senhora quando jovem; pensou-se, porém, que ela poderia mostrar que isso, de fato, é coisa de outros tempos, de uma juventude rebelde talvez. Mas o que se observa, através de  sua fala é que, além de golpear a tentativa de urdir sua própria biografia, Dilma representa um Brasil que permanece com exatamente a mesma política externa displicente adotada pelo apedeuta. Para deleite dos facínoras, bem como para desdouro dos brasileiros!

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